quinta-feira, maio 28, 2009
Korn,Testemunho Brian Head
Relato impressionante do amor de Deus, de um pai e de uma filha dando libertação das drogas.
segunda-feira, maio 25, 2009
12 Razões para esperar até o casamento

Para quem está habituado aos apelos sexistas do nosso tempo, é difícil compreender as razões porque esperamos pelo casamento. Não é algo que faça parte da realidade vivida pelos jovens de hoje. Quando falamos sobre esta decisão com nossos colegas de classe ou de trabalho, a reação é no mínimo de estranheza.
Porém entendo que esperar, além de ser um ato de obediência é também uma escolha. Aparentemente pode não parecer muito confortável, entretanto as conseqüências são eternas.
Pensando nisso, seguem 12 simples razões para o motivo de espera.
01. Porque eu quero, e quero muito.
Quem disse que é fácil passar pelas tentações? Porém tenho plena consciência das minhas escolhas e faço vivência delas, assim como de suas consequências. Por isso EU QUERO e escolho esperar até o casamento.
“Foge também das paixões da mocidade; e segue a justiça, a fé, o amor, e a paz… (2Tm 2:22)
02. Para deixar de ser o centro da própria vida
Deixar Deus dominar minha vida, como o dono de tudo que tenho e sou. “Também o coração dos homens está cheio de maldade, nele há desvarios enquanto vivem.” (Eclesiastes 9:3)
03. Não desonrar a Deus
Imagino o profundo arrependimento de saber que desonrei meu Deus e a outra pessoa… sabendo que cedi à tentação da carne e que banalizei uma coisa tão perfeita que Deus fez pra mim. Tomo as palavras de José ao ser tentado: “Como poderia eu cometer uma tamanha maldade e pecar contra Deus?”
04. Ser e fazer a diferença nesta sociedade que prega sexo como profano e momentâneo.
Fazemos parte de uma geração descomprometida. Tornou-se comum obter benefícios de forma imediata e desprezar as responsabilidades. Porém a orientação bíblica é que “…vos torneis irrepreensíveis e sinceros, filhos de Deus inculpáveis no meio de uma geração pervertida e corrupta, na qual resplandeceis como luzeiros no mundo. “ (FL. 2:15)
05. Para oferecer ao meu esposo (a) uma das maiores demonstrações de amor
Viver a imensa alegria do sexo e poder dividir isso com quem vou passar o resto da minha vida
A Bíblia não fala em tornar-se UM a toa. “Por isso, deixa o homem pai e mãe e se une à sua mulher, tornando-se os dois uma só carne.” (Gn 2:24) Tem coisa melhor do que ser UMA SÓ CARNE com a pessoa que você passará o resto dos seus dias? “O casamento deve ser honrado por todos; o leito conjugal, conservado puro…” Hb. 13.4
06. Para rever suas prioridades
A prioridade é estudar, viajar? Se minha prioridade não é casar, porque ter uma vida marital com meu namorado? “Para tudo há uma ocasião certa. Há um tempo certo para cada propósito debaixo do céu.” Ec. 3.1
07. Para tomar mais cuidado comigo mesmo
Gasta-se milhões em conscientização das doenças sexualmente transmissíveis e incentivando o uso da camisinha. Ao mesmo tempo, cresce o número de jovens infectados com DSTs ou enfrentando uma gravidez inesperada. Portanto, o melhor método de prevenção é a ausência do sexo. Isso é lógico! Se eu não tenho relações com pessoas diversas, não corro o risco de pegar doença sexualmente transmissível. Esperar ainda é o melhor método! “A vontade de Deus é que vocês sejam santificados: abstenham-se da imoralidade sexual. Cada um saiba controlar o seu próprio corpo de maneira santa e honrosa, não dominado pela paixão de desejos desenfreados, como os pagãos que desconhecem a Deus. O Senhor Deus castigará todas essas práticas. Porque Deus não nos chamou para a impureza, mas para a santidade.” I Ts 4.3-5;7
08. Filhos no tempo certo
Ter filhos no século XXI não é fácil, ainda mais um filho fora do casamento, onde estarei despreparada, trancar a faculdade, sair do emprego, etc.
09. Para respeitar e obedecer meus pais
Não me sentiria confortável contando que fui no motel com meu namorado diante do meu pai. Não me sentiria à vontade sabendo que meus pais estão preocupados que eu possa engravidar ou pegar uma doença.
Dentro do casamento as coisas mudam.
10. Para aprender que as coisas são como são, nem tudo é perfeito. E tudo bem!
As meninas foram criadas com a promessa que o príncipe encantado chegaria com o cavalo branco resgatando das aflições existentes. Bem, sabemos que a realidade é bem diferente. Enfrentar a realidade como é, sem buscar satisfação de uma ausência de carinho em vários relacionamentos, além de sábio, é prudente.
11. Para passar pela experiência da Lua-de-mel
Lua de mel deixou de ser “o grande momento” da vida do casal, passou ser um tempo de viajem e não de descoberta no mundo moderno. Eu optando por ESPERAR, a lua de mel torna a ter o verdadeiro sentido, a emoção e a descoberta. Eu quero muito isso!
12. Para testemunhar
Viver Jesus no dia de hoje é fundamental para uma vida cristã saudável pautada na Bíblia. Ter um casamento abençoado testemunhando a santidade durante o namoro para os filhos é o verdadeiro exemplo vivido.
fonte: http://sexxxchurch.com/
sábado, maio 23, 2009
Teologia da Prosperida

sexta-feira, maio 22, 2009
Você, o dinheiro e a igreja

Onde foi parar a história no final desse tempo maldito?
Pensar assim é muito radical, mas assim se faz história em alguns lugares.
Geralmente pessoas são levadas a fazerem negócio e não ofertas voluntárias, quase ninguém mais oferta ou contribui sem esperar algum tipo de retorno. E se não for essa a fala, infelizmente não vai ter sucesso no meio. É o discurso do fim em si mesmo.
Qual é o ideal de vida hiper-moderno ou pós-moderno?
Usar o poder para ser celebridade. Não sabemos mais por que gastamos ou em que gastamos, mas que precisamos gastar. Estamos sempre em falta, nos falta a todo o momento, sempre carregamos esse sentimento de culpa. Como ficar livre do consumo e poder ajudar, e poder ofertar de forma voluntária e de coração se nosso tão sagrado dinheiro já esta completamente compromissado com dividas e investimento? Como ser fiel com nossos recursos se ainda não temos o que precisamos ou o que queremos para ser o que deveríamos ser conforme a sociedade do espetáculo? Uma sociedade onde só se faz para ganhar e se estiver fora já perdi a vida.
Nós não sabemos mais o que temos e às vezes nem queremos por que não faz sentido mesmo. Queremos o que o outro tem, queremos ser celebridade. No fundo gostamos de ver o outro na pior pra poder comentar o que não somos, pra poder nos admirar como pessoas bem sucedidas.
E quando você oferta qual é seu interesse e se não oferta é por que você não tem interesse ou já foram todos preenchidos? Você já gastou seu dinheiro com seus interesses? Dependendo da proposta ainda tem um pouco para ser investido em promessas, em algo que possa me garantir ou dar um retorno.
Em alguns lugares já não se sabe mais o que é ser gente! Em alguns lugares já não se sabe o que é ser igreja! Em quase todos os lugares o dinheiro é usado para essas discrepâncias e distorções da vida em vários ângulos que perdeu seu sentido de ser. Vive-se apenas de aparência, de religião e de mentiras.
Quem é você? O que você parece? O que você usa e o que você tem? Que igreja é essa? O dinheiro responderá para todos por alimentar a necessidade de quem queremos ser. Que necessidade é essa? O pessoal da mídia sabe que necessidade é essa por que eles querem fazer negócio e precisam vender, estamos todos vendidos com um código na testa e com as inscrições: Consumista em potencial.
Temos muito, quase tudo mudou de sentido, mas nos afastamos! Nessa mesa da ceia tem gente ficando sem comer e têm consumistas comendo de mais.
"Porque onde estiver o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração." (Mateus 6 : 21)
quarta-feira, maio 20, 2009
Um novo jeito de caminhar

“Eu estou muito cansado
Do peso da minha cabeça,
Desses dez anos passados, presentes
Vividos entre o sonho e o som
Eu estou muito cansado
De não poder falar palavra
Sobre essas coisas sem jeito
Que eu trago no peito
E que eu acho tão bom.”
(Todo Sujo de Batom - Composição: Belchior)
Sopra vento pôr onde quiser e sopra em mim, o vento que sinto me leva a perdoar, a perdoar-me e perdoar meu semelhante. Nesse cansaço todo me abri para o perdão, não é fácil mas cura e me ajuda não desistir do caminho no caminho caminhando, andando e não perdendo o ritmo da música e da dança. Mas ainda quero voltar a sonhar. Mesmo com meus pés nesse chão duro, seco e quase sem vida, esse chão desumano dos humanos, rachado e pobre. Vou voltar a sonhar com a verdadeira esperança que se renova deixando essa casca morrer, como cheiro de flor que insisti em sobreviver em desertos.
O mundo esta sobre a lei do sacrifico de quem (ou o que) morre para haver nova vida. Não vou insistir em preservar a minha e por isso creio que vou achá-la, mesmo no meio do desespero e do desanimo, vou encontrá-la, assim sempre foi, e com meu mestre também.
A glória a ti Cristo!
segunda-feira, maio 18, 2009
Relacionar: A arte de (com) viver - Conclusão

“Os direitos são o que os sobreviventes procuram para terem de trabalhar os relacionamentos”. Idem, Pg.124.
Essa não é uma tarefa fácil. Fomos ensinados a termos direitos. Vivemos em uma sociedade mercantilista onde as coisas são feitas sobre interesses. A sociedade aprendeu a relacionar com a morte, isto é uma relação de ganho. São relações de puro interesse resguardando imagem, sensualidade e individualismo.
É a famosa frase: O que vou ganhar com isso? O que pode me dar de retorno?
Não há como vivermos sem relacionar, porém dependendo de qual relacionamento tivermos, seremos levados pelo engano, pelo medo, pelo descontrole, pela ansiedade, pela depressão, pela angustia e pela solidão.
Relacionar com a perda da vida é relacionar com dúvida e consigo mesmo, satisfazer os desejos de si para si.
Relacionar com Deus é relacionar com os irmãos, por que Deus sempre É, quando: um, dois ou três estiverem juntos (Mateus 18 : 20).
Como você tem vivido?
Olhe para seus relacionamentos! Veja se você esta andando na luz?
Seus relacionamentos vão falar e traduzir quem você é!
A crise de identidade e existencial é relacional, quando perdemos a semelhança em detrimento a imagem não discernimos mais quem somos espiritualmente e ficamos cativos a paixões carnais que não tem significado para alma e espírito.
Nosso espírito fica em angustia e medo da própria vida. Quer matar alguém é só isolá-lo.
O verdadeiro amor aperfeiçoa quem somos e para que fomos criado de fato. Quem ama se assemelha ao Pai, age como o Pai, o filho e o Espírito.
Vive a vida sem medo de viver,
por que vive pela fé e não apenas pelo que vê.
Joaquim Tiago
sexta-feira, maio 15, 2009
Relacionar: A arte de (com) viver - parte 3

“(...) não quero ser o primeiro numa lista de valores. Quero estar no centro de tudo. Quando vivo em você, podemos viver juntos tudo o que acontece com você”. WILLIAN, P. Young - A Cabana, pg. 193.
Essa é uma boa pergunta:
Para entendermos a semelhança de Deus ou o que se assemelha a Ele e para expressarmos nesta imagem terrena devemos saber primeiro quem Ele é de fato.
Baseado na I Carta do apóstolo João vamos renovar nosso entendimento, depois fazer sacrifício vivo santo e agradável a Deus, o que se traduz em culto racional:
2.1. Quem Deus é? 4.16b
Quem permanece no amor permanece em Deus, e Deus nele. Existe uma outra forma de ter semelhança ou expressar a semelhança de Deus sem amar? Não!
Deus é amor!
2.2. O que é o amor? 3.16
Dar a vida como Cristo é achar o significado de viver e de amar. É achar a vida (Mt 10.39)!
Amar é verbo transitivo direto e pede complemento, logo quem ama, ama algüém (ou algo).
2.3. Onde encontrar o amor? 3.18
Aqui vamos matar o que nos condena a morte, o que na verdade é a morte do eu. Refazer a agenda pós-moderna e negar o tempo para ganhar dinheiro, ficar na Internet, assistir televisão, consumir somente em beneficio próprio e ser escravo do consumo.
2.4. Amar é sair das trevas. 1.6-7
O amor é luz e nos ajuda a não tropeçarmos uns nos outros, a não derrubarmos uns aos outros, a não nos transformamos em um monte de regras e preceitos vazios para garantir a permaneciam da imagem, mas somente uma imagem sem vida.
2.5. Cegos guiando cegos. 2.9-11
Segundo um escritor que admiro, em um dos seus textos ele fala que o ódio junta as pessoas e o amor liberta. Não podemos amar por obrigação, se assim fizermos não é amor, amamos por escolha, opção e decisão. Por que nos ajuntamos como igreja do Senhor? Qual sentido de estamos juntos e cantarmos hinos sobre o amor? Temos que enxergar isso claramente se não nos tornaremos novamente sensuais, presos aos sentidos de toda imagem, abrimos os olhos para o mundo e continuamos nas trevas do pecado.
2.6. A semelhança para a vida! O conhecimento de Deus. 4.7-8
Deus não é apenas uma matéria fria da Teologia para estudarmos. O conhecimento de Deus se traduz em amor. Quem souber falar/viver de amor, falará de Deus.
2.7. Quem nos ensinara a amar? 4.10-11
quinta-feira, maio 14, 2009
Relacionar: A arte de (com) viver - parte 2

Gn 1.26
“(...) ´O que Jesus faria?` (...) _Boas intenções, má idéia. (...) Ser meu seguidor não significa tentar ´ser como Jesus`, significa matar sua independência”. WILLIAN, P. Young - A Cabana, Pg. 136 e 137
Quando aconteceu a queda perdemos a idéia de semelhança e ficamos com a idéia da imagem, perdemos o significado da semelhança e preferimos abraçar a imagem. A semelhança é nosso relacionamento com Deus e com sua realidade.
Fomos criados e materializado em imagem conforme, em forma, pela forma, de modo conforme a semelhança de quem Deus é de fato. Essa é nossa identidade, a semelhança do que Ele é. Essa era e deveria ser sempre nossa vida, a realidade espiritual.
Porém quando Adão e Eva comeram do fruto (Gn 3.2-7) achando melhor ser como Deus seus olhos logo se abriram totalmente para a imagem, e perceberam que estavam nus, perceberam e ficaram cativos a sua imagem, de um mundo de imagem e foram se cobrir com folhas por que tinham vergonha.
Por que tinham vergonha?
Por que já não havia a realidade da semelhança.
Aqui esta o início da nossa crise existencial, nossa crise de identidade, gerado pela serpente, pelo diabo na forma de dúvida e poder. Não queremos ser quem somos, mas sermos deuses, deuses de si mesmo. Para nós, não basta sermos humanos e dependentes, mas viver a realidade da imagem que somos para nós.
Assim surge a sensualidade que esta ligada ou presa aos sentidos. A sensualidade é uma filia (doença) dos sentidos. Ficamos escravos dos sentidos pela perca da semelhança do Pai eterno, não discernimos mais espiritualmente esse mundo, concluímos com nossas paixões e sentimentos.
Na concepção dos sentidos preso à idéia da imagem com os olhos da carne bem abertos passamos a trabalhar e fazer para sustentá-los. Os sentidos falam fortes e alto, precisa se alimentar, é o jogo da morte espiritual, assim faremos para si. Alimentar a sensualidade é alimentar a si mesmo. É preocupar consigo mesmo e com sua aparência. É viver de aparência.
Deixamos de ser pessoas para nos tornar indivíduos, deixamos de ter significado compartilhado para ter um significado individual. Colocamos e falamos o eu na frente de todas as coisas e isso nos faz indivíduos fortes e poderosos, do tipo: eu posso, eu faço, eu sou, eu me relaciono comigo mesmo, e por ai vai. Essa a independência tão sonhada. Cada um agindo por si e para si, alimentando os sentidos presos a sua imagem.
A busca da identidade na independência significa escravidão e morte.
quarta-feira, maio 13, 2009
Relacionar: A arte de (com) viver
“Criamos vocês, os humanos, para estarem num relacionamento de igual para igual conosco e para se juntarem ao nosso círculo de amor”. WILLIAN, P. Young - A Cabana, Pg.114.
Viver é relacionar
Relacionar traz vida ou morte por que é ação. Qual o fruto dessa ação?
Agimos constantemente em relacionamento consigo e com o mundo. Dormimos, andamos, falamos, sorrimos e choramos relacionando com emoções e pensamentos da vivência. Escrevo o texto ou falo para poder relacionar minhas idéias com suas idéias e ademais.
O bem é que certamente estamos nesta vida para podermos relacionar, somos frutos do relacionamento de nossos pais e o Pai eterno na fecundação dos corpos e dos sonhos. Assim somos e assim nos formamos nas vivências dos relacionamentos.
Essa é a vida e dela depende o relacionamento.
Concluímos que assim se faz viver todos os ecossistemas, atuando simultaneamente ele traz equilíbrio para os seres, porém quando algum elemento é alterado poder causar modificações em ligamentos trazendo desequilibro. Assim são os relacionamentos da vida, suas ações e conseqüências têm início, meio e fim.
Como você tem vivido?
É muito fácil essa resposta! É só olhar para seus relacionamentos. Eles traduzem e dizem donde provem seus maiores conflitos ou suas maiores alegrias.
Esse é nosso maior desafio e o desafio de todos os tempos, o desafio de saber viver. Quando olhamos firmemente para esse desafio logo veremos a revelação que é a de estar relacionando com Deus e com os outros (família), consigo, com a natureza.
A família é a Gênese da vida onde aprendemos na infância o que significa relacionar. É também na família onde vão surgir as primeiras traduções. Pode ser traumático!A herança dos primeiros passos na arte de andar, pensar, sorrir, chorar, crescer e ser o que o meio relacional pode me dar para assim aprender a ser. Conviver com os pais, irmãos, tios, vizinhos, amigos e brincadeiras.
Viver é estar ligado a Deus, as pessoas e ao mundo que ele criou, nessa relação de corpo, alma e espírito. Estamos ligados como um corpo pelos auxílios de todas as juntas que é o amor.
continua...
terça-feira, maio 12, 2009
"Há tempos"

(...) //E há tempos nem os santos têm ao certo/ A medida da maldade/ Há tempos são os jovens que adoecem/ Há tempos o encanto está ausente/ E há ferrugem no sorriso/ E só o acaso estende os braços/ A quem procura abrigo e proteção./ Meu amor, disciplina é liberdade/ Compaixão é fortaleza/ Ter bondade é ter coragem/ E ela disse:/ -Lá em casa tem um poço mas a água é muito limpa.(Trecho da música Há Tempos – Dado Villa-Lobos/Renato Russo/Marcelo Bonfá)
“Meu amor, disciplina é liberdade/ Compaixão é fortaleza/ Ter bondade é ter coragem”.
sábado, maio 09, 2009
A Graça do Vinho Novo
Ganhei de graça uma porção de vinho novo! Que Maravilha, uvas frescas e de boa procedência, a melhor procedência. Recebi em meu coração esse presente do Senhor.
A presença do vinho é marcante e é a melhor que tenho, não defino, mas ela me define como tenho que ser definido. É sua escolha como acomodá-lo, é onde acontece à formação do odre, a formação de um novo odre para o vinho novo.
A importância do receptor chamado odre não esta em si mesmo, mas na ação de não perder o vinho, o odre não existe por si, mas para agir em função da absorção e guarnição, para que não se perca o precioso vinho que me é oferecido pela graça. De todo jeito ele esta lá, como minha vida sendo formada para essa função. A vida muda em função do vinho novo, se renova, por que não se coloca vinho novo em uma vida velha nos seus conceitos, em um odre velho formado acostumado ao vinho velho.
O vinho novo é o melhor, porém a mudança não é fácil, não é tão fácil desaprender, reconhecer, se transforma novamente em humano e depender de outra transformação. Quero manter o controle por que estou acostumado com aquele vinho que já não mais tem tanto gosto de vinho, mas de vinagre. Sei de cada espaço, onde cada reservatório pode ser completo e ficar quieto, cada entranha da vida e da alma. Tudo muito amarradinho com certos conceitos, pré-conceitos e preceitos que dão na mesma coisa, na mesma repetição, na mesma religião.
Como sei que sou teimoso e custo a cair do cavalo por que não quero beijar o chão, custo a percebe que estou dando voltas no deserto, demoro a ver o que o profeta ta falando como aconteceu com Davi e o profeta Nata: “você é esse homem!” (2Sm 12.7). Cometo um grave erro e a mudança devida não é feita. Fico tentando colocar o vinho novo no odre velho, tentando colocar o puro no impuro, o belo no que já ficou feio, o cheiro novo em algo que esta azedando. Não permito ser apenas humano e seguir os passos de Cristo sendo submisso e fiel, mas quero ser semideus para poder controlar, para poder tentar misturar bem as duas coisas ao meu modo, ao meu paladar do tempero morno e um pouco sem sal, um pouco sem gosto, um pouco disso e daquilo, um pouco de mim e um pouco de Deus. Não da certo!
O odre arrebentou, furou, estragou, já era, é o fim. Aquela história de nem uma coisa e nem outra. A vasilha ta muito feia espiritualmente falando, ta cheia do que não presta, ou se presta prestou um dia e hoje se vive do passado ou do repetir o que prestou. Melhor seria não ter insistido em colocar o vinho novo aqui. Melhor não ter insistido em ser manipulador desta mistura que não da certo e fez levedar toda a massa. E o pior é que se perdeu tudo, tanto o velho como o novo, tudo se foi por que se partiu em pedaços dessa mistura e aqui não esta se tratando da multiforme manifestação, mas da ruptura do conteúdo que não muda. Muda-se por dentro primeiro com o vinho e transforma-se em um novo odre para receber o novo vinho. Para haver essa mudança reconhecemos nosso vencimento e nossa estrutura, como estou por dentro e como tenho que me esvaziar deste vinho para que novo venha me mudar, fazer um vaso novo, quebrar e refazer para que o novo e fresco vinho da graça me encha novamente.
Se eu não sinto vontade de orar mais, se não sinto vontade de ler a palavra revelada do Senhor, se não sinto vontade e prazer em cumprir o chamamento de ir e fazer discípulos, se não quero mais chorar pelos aflitos e perdidos, se vivo com indiferença a presença do Senhor e não vejo seu rosto na face do aflito, do perdido, da criança, dos jovens e adolescentes órfãos, ENTÃO MEU ODRE TA VELHO, O VINHO É VINAGRE E SEM GOSTO E DE NADA MAIS SERVE A NÃO SER PRA SER A MESMA COISA. Um odre velho só vive de aparências estranhas, não ta curado e nem cura ninguém.
Penso e reflito: Quem da o vinho? Quem transformou água em vinho novo naquela festa de casamento? Não devemos nos embriagar com vinho que leva a libertinagem, mas devemos nos deixar encher pelo Espírito, esse é sempre o vinho novo que nos leva a trocar idéias e falar uns com os outros de salmos, hinos e cânticos espirituais, cantando e louvando de coração ao Senhor (Éf 15.18,19).
Esse é o molde para um novo odre. É conteúdo para de vida e vida em abundância.
Por que Dele, por Ele e para Ele são todas as coisas.
Joaquim Tiago