segunda-feira, junho 06, 2011

segunda-feira, janeiro 03, 2011

No outro canto

Olá pessoal, feliz 2011 para vocês!
Gente, o endereço do meu blog agora é outro.
Não consigo manter dois e achei melhor o wordpress, nada contra o blogger, foi aqui onde tudo começou.
Ainda manterei ele vivo, mas farei as postagens em outro endereço.
Sei que vocês vão entender.
Vamos estar caminhando a estrada da fé este ano de 2011 com graça e amor.


Então espero por vocês neste endereço aqui:

http://filosofiaprimeira.wordpress.com/

quarta-feira, junho 30, 2010

terça-feira, junho 22, 2010

Politicamente Incorreto

Por: Joaquim Tiago

Aristóteles (século IV a.C.) dizia que: "o homem é naturalmente um animal político - e que - O objeto principal da política é criar a amizade entre membros da cidade.”

O homem é um animal social e político por natureza. E, se o homem é um animal político, significa que tem necessidade natural de conviver em sociedade, de promover o bem comum e a felicidade.

Na Idade Média, Santo Tomás de Aquino (Roccasecca, 1225 — Fossanova, 7 de março 1274) o mais expressivo seguidor de Aristóteles, afirma que: "o homem é por natureza, animal social e político, vivendo em multidão".

São Tomás de Aquino adverte que a Boa Nova não é salvação apenas para a alma, mas de todo o homem, porque nele há o mistério e o sagrado. O mistério, porque o homem é ao mesmo tempo material e espiritual; sagrado, porque a existência não o atinge senão por sua alma. (Trocquer, 1960)

A política social do homem e as formas de relacionar foram mudando no decorrer da história, temos um período registrado na história que estas mudanças foram revolucionárias e convergentes para muitos pesquisadores. A chamada Idade Moderna é este período e ele compreende meados do século XV a fins do século XVIII, boa parte dos acontecimentos foram na européia, essa que veio influenciar nossa história e nossa cultura, veio nos explorar e catequizar.

Dentro desse período nasceram vários movimentos e ações que vão surgir nas artes, ciências e na filosofia, são novas idéias e concepções de valores. Um dos movimentos mais fortes foi que ao contrário de uma supervalorização da fé cristã extrema (fé cega) como ocorria na sociedade medieval, o teocentrismo (Deus como centro), havia uma resposta e uma tendência social ao antropocentrismo (homem como centro), valorizando a obra humana. Hoje vendendo e comprando a obra humana.

Os pensadores e artistas influentes fizeram tudo com o desenvolvimento do racionalismo e de uma filosofia da política laica (não religiosa), que se mostrarão, de modo geral, otimista em relação à capacidade da razão, a capacidade do homem de mudar o mundo.

Nasce assim o mais famoso movimento que foi o Renascimento (séculos XV e XVI), que por sua vez inspirou-se no HUMANISMO, que é a valorização do homem pelo homem. Hoje a comercialização do homem pelo homem.

O humanismo renascentista propõe o antropocentrismo como libertação e evolução. O antropocentrismo é a cultura onde o homem vai estar no centro do pensamento filosófico, ao contrário do teocentrismo, que é a idéia de "Deus no centro do pensamento filosófico”. O antropocentrismo surgiu a partir do renascimento cultural.

Criou-se assim toda uma política voltada a valorização do homem o que se tornou de fato uma política de exploração do homem, de comercialização do homem, de termos o homem como um cliente e cliente nós tratamos bem, porque ele sempre tem a razão.

Séculos de luzes e de razão, a ciência e a política avançaram em termos gigantes proporcionais em cada área. A área econômica se tornou o grande deus e a grande mestre do mundo. Vivemos, sobrevivemos e pensamos economicamente e a economia é dona da ideologia de vida, o ter esta no lugar do ser. Nessa virada conceitual o homem não pode ser incomodado, o erro tornou-se virtude e cada verdade deve ser respeitada na pluralidade global das verdades.

Estão tentando transformar Deus em um objeto político e correto para todos. Em nossa polis e em nosso convívio social Deus tem que caber aos modos do bem estar, sem incomodar, sem separar. Deus tornou nosso cabo político de campanha onde cada um pode ganhar a eleição. Nessa eleição os fins justificam todos os meios que usaremos para estar bem um com o outro e principalmente consigo mesmo.

Como seres sociais e assim políticos, o que é hoje para nós correto? O correto socialmente para promover o bem estar social, o bem comum e felicidade de todos?
Como o homem pode saber o que é correto para o homem?

Como os homens hipermoderno pode realmente saber o que é realmente correto para o homem? Numa sociedade consumista e individualista o que é socialmente correto é proteger a opinião e negociar para ganhar atenção.

O correto é explorar e reter. O correto é valorizar o homem, seu conhecimento empírico e racional, e sua ética de exploração do outro pelo outro.

Mudamos a linguagem e mudamos os conceitos, a nova era aquariana trouxe o amor livre, e os tabus foram quebrados e os extremos foram banidos partindo para outros extremos, toda sociedade foi questionada e a mentalidade mudada. O homem continuou a sonhar e agora os sonhos foram transformados em consumo.

Nessas novas mudanças temos uma nova política de vida social dentro da aldeia global, temos um novo vocabulário para o que é errado.

Para muitos o vocabulário correto é valorizar e comercializar a amizade do homem em detrimento do que é a verdade de vida. Quem sabe o que é realmente correto? Nós não queremos falar e em muitos casos nós não sabemos o que é, ou o que nós sabemos é o que é socialmente aceito.

Para Frei Betto todos os pecados capitais, sem exceção, são tidos hoje como virtudes nessa sociedade neoliberal corroída pelo afã consumista.

“A inveja é estimulada no anúncio da moça que, agora, possui um carro melhor do que o de seu vizinho. A avareza é o mote das cadernetas de poupança. A cobiça inspira todas as peças publicitárias, do Carnaval a bordo no Caribe ao tênis de grife das crianças.
O orgulho é sinal de sucesso dos executivos bem sucedidos, que possuem lindas secretárias e planos de saúde eterna. A preguiça fica por conta das confortáveis sandálias que nos fazem relaxar, cercados de afeto, numa lancha ao Sol. A luxúria é marca registrada da maioria dos clipes publicitários, em que jovens esbeltos e garotas esculturais desfrutam uma vida saudável e feliz ao consumirem bebidas, cigarros, roupas e cosméticos. Enfim, a gula subverte a alimentação infantil na forma de chocolates, refrescos, biscoitos e margarinas, induzindo-nos a crer que sabores são prenúncios de amores."


Nós como seres tão sociais que somos como reagiremos, como nos posicionaremos? O que é o pecado para nós? Seremos tão corretos politicamente usando uma linguagem neutra ou seremos incorretamente amigáveis?

Jesus é o caminho da verdade e da vida, a vida em Cristo não é politicamente correta, ela incorre pelo que chamam de correto neste sistema onde temos o homem como centro e deus. O correto em Cristo é negar o antropocentrismo do eu e do Ego.

Pois o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor. Rm 6:23

sexta-feira, maio 21, 2010