quarta-feira, dezembro 09, 2009

Onde devo adorar?



Por: Joaquim Tiago

Quem faz parte da nova aliança, quem é o novo Israel de Deus?

O templo físico era referência de Deus sobre a terra no meio do seu povo. Em Jerusalém era o centro e foco sacerdotal dos sacrifícios pelos pecados. O foco das sombras que estava se apagando.

Havia uma revolução nos dias de Cristo na terra e por Cristo. A revolução do amor e dos milagres que estavam acontecendo fora do templo. Naqueles dias além da síndrome de outra destruição do grande templo, glória de Israel, advinda pelo medo dos novos dominadores, Cristo vem e traz uma informação importantíssima sobre um bom sinal e uma boa nova destruição do “templo”.

Ali em suas margens, havia crescido um comércio, uma feira, um covil de ladrões que é expulso a chicotadas pelo zelo do Mestre - “Aos que vendiam pombas disse: ‘Tirem estas coisas daqui! Parem de fazer da casa de meu Pai um mercado’!” (Jo 2.16) – Os judeus aficionados por sinais logo lhe pedem um, para comprovar tal autoridade em agir, pois alguém estava atrapalhando os negócios.

O sinal é este: “Jesus lhes respondeu: ‘Destruam este templo, e eu o levantarei em três dias’.” (Jo 2.19) – Para os judeus que tipo de sinal poderia ser este? – “Os judeus responderam: ‘Este templo levou quarenta e seis anos para ser edificado, e o senhor vai levantá-lo em três dias’?” (Jo 2. 20). Que tipo de pessoa poderia fazer essa afirmação ameaçadora? Como poderiam saber sem crer que o mestre haveria de morrer e ressuscitar ao terceiro dia.

Noutra ocasião após um outro dialogo de sinais e boas novas com os farizeus, no mesmo lugar, já na saída em suas portas e escadas, um repente de encantamento junto a um passeio turístico em Jerusalém toma os discípulos para com Jesus, nas margens do templo. Após mostrarem para o mestre toda estrutura formosa e imensa (Mt 24.1) são surpreendidos com uma afirmação demolidora do Mestre: “Vocês estão vendo tudo isto?”, perguntou ele. “Eu lhes garanto que não ficará aqui pedra sobre pedra; serão todas derrubadas”. (Mt 24.2).

Isaias, o profeta messiânico já havia anunciado e Cristo Jesus foi realmente “esmagado por causa das nossas iniqüidades” (Is 53:5); o templo que é seu corpo foi destruído e só no terceiro dia foi “reconstruído”, ressuscitado com glória.

Dois fatos ocorrem posteriormente já nas ações apostólicas registradas por Lucas envolvendo o tão famoso templo. Umas dessas é cura de um mendigo que ficava a sua porta (At 3:6-19;) depois com toda revolução crescente ocorre o julgamento injusto e calunioso de Estevão em (At 7). Tudo piorou só por que o cara falou que Deus não habitava (e nunca habitou) em templos (casas) feitos por mãos humanas como já dizia os profetas. Os sacerdotes resistindo à ação do Espírito Santo e ao novo ensinamento que estava se espalhando, condena ao apedrejamento Estevão e persegue duramente os apóstolos.

Muitas pessoas estavam convertendo e indo também ao templo cumprir obrigações, outros ainda seguiam suas tradições judaicas. Porém por volta do ano 60 d.C, já com o domínio total do Império Romano a vida judaica foi oprimida levando a uma enorme insatisfação entre as pessoas o que gerava violência esporádicas. Até que se rompeu uma revolta. As forças romanas, lideradas por Tito, arrasaram Jerusalém por volta do ano 70 d.C e posteriormente derrotando o último baluarte judeu em Massada 73 d.C.

O templo foi destruído, a glória foi tirada de Jerusalém, Deus não habitava mais no templo que não mais existia. Onde Deus poderia estar habitando sem templo? Deus habitou em todos os tempos não em casas feitas por homens.


O novo tempo

Chegou à hora (e já passou da hora!) em que irão/iremos adorar o Pai em Espírito e em Verdade, não é mais Samária ou em Jerusalém, não existe mais um local pré-determinado.

Chegou à hora do exercício da verdade, do exercício do ser.

Como adorar a Deus e ser o seu templo no tempo de Narciso? “É que Narciso acha feio o que não é espelho...” (Caetano Veloso).

Como adorar a Deus num tempo sem Deus?

Como sacrificar tempo sem tempo para ser sacrifício vivo e diário para o Senhor?

Como ser adorador se o ser de hoje é possuidor, consumista? Como ser adorador no trabalho se estamos cheios de inveja, egoísmo, tentando levar vantagem, aproveitar da boa vontade do próximo?

Como ser adorador na segunda-feira e esquecer que domingo é religioso?

Como ser adorador e preocupar com a essência deixando que a forma se molde a fome de justiça?

Como ser adorador em um mundo contemporâneo cheio de templos e com tanta falta de templos vivos onde o Espírito Santo habita nos convencendo a cada dia quem somos e por que devemos mudar.

O fato é que construímos outros templos em tempos hiper-modernos!

O sacrifício do novo templo e da nova aliança é sua (minha) vida. Sem renovação/mudança de atitude não veremos a Deus (Rm 12:1,2).

Cartão de (DES)crédito



por: Joaquim Tiago

Satanás fez uma reunião no inferno para infernizar a vida por aqui; tiveram uma idéia: Criaram o CARTÃO de (DES)crédito, isso é o purgatório;

CARTÃO de (DES)crédito, isso é o purgatório, as pessoas sofrem no mar dos JUROS, e as financiadoras promovem a festa da realeza consumidora;

CARTÃO de (DES)crédito, já tem o seu? Passe em uma das agências de Satanáz e pegue também o seu passaporte para o purgatório neste mundo;

E o que os sofridos trabalhadores de lojas podem oferecer para poderem pagar seus sofridos cartões também é: (IN)dividimos ou INDIVIDAMOS você!

Saímos felizes com os produtos da ilusão de um purgatório infernal, vamos entrar brevemente nos círculos infernais de multas e rotativos;

Satanázzz, esta a solta aproveitando do Espírito Natalino. Cuidado! Neste natal pode nascer um monstro em suas sagradas boletas bancárias;


E para finalizar essa história suicida, pague para entrar e reze para sair, porque o aliado do inferno é o: SPC, ficha suja você será, hahaha!

Apêndice:

SPC significa: Satanázzz Pode Cobrar! Ele vai cobrar, não adiante chorar…

Satanázzz: Pai da mentira

(DES)crédito: Achei isso aqui na rede, clik

terça-feira, dezembro 08, 2009

Avalanche 2010


Missão Avalanche é uma organização criada para treinar cristãos a fim de atuarem de forma relevante na sua geração, objetivando alcança-lá, compreendê-la e redimi-la através da contextualização da Palavra de DEUS.


“Afiai as pontas das flechas. Preparai os escudos. Reforçai a guarda.
Colocai homens de sentinela. Colocai homens de tocaia. O Senhor jurou pela Sua própria vida que enviará guerreiros de longe e dará a vitória contra as muralhas da Babilônia.” (Jeremias 51:11-14
)


quarta-feira, novembro 25, 2009

apostasia cotidiana

por: Joaquim Tiago

Apostatar é uma ação de abandono do que se acreditava e não acredita mais. É como se não fizesse mais sentido crer no que se crer os crentes de uma religião, de uma filosofia ou de um grupo. Há muitos grupos de alguns que estão agindo desse forma em nossos dias. Outros tantos tem transferido sua fé para deuses contemporâneos, a começar pelo príncipe deste mundo, o capital financeiro, os valores monetários, a “bufunfa”.

O deus deste mundo egoísta consegue com muito mais “razão” e poder resolver os problemas dos que apostataram. O valor capital financeiro trouxe consigo a religião do consumo e o extremo do prazer imediato e sem compromisso, como a sensualidade e o sexo desregrado.

Existem novas religiões neste sistema, a religião do consumo é a filosofia do prazer. Os adoradores de si mesmo estão se poupando em tudo abandonado a fé na verdade para ter fé em si mesmo e nos deuses do espetáculo.

O que vc quer?

A fé não responde mais.

Nos temos uma para te vender.

“MAS o Espírito expressamente diz que nos últimos tempos apostatarão alguns da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores, e a doutrinas de demônios;”
(I Timóteo 4 : 1)

sábado, novembro 21, 2009

A vítima e o opressor


Por: Joaquim Tiago

Vítima e opressor são dois lados de uma mesma moeda. Quem é vítima hoje pode ser o opressor de amanhã. Reproduzimos o que aprendemos, até como forma de identidade que temos e que somos.

Vivemos dentro de um sistema onde existem duas escolhas, ou são duas escolhas que nos oferecem para sobreviver. Aceitamos por imposição sermos vítimas ou nos tornamos opressores.

É assim que funcionam as instituições em boa parte do mundo corporativo, gente oprimindo gente, gente vitimando gente, as vítimas que um dia será também opressor do amanhã, é só experimentar ele, o poder. O poder corrompe por que o sistema é corrompido por ele. Tem gente querendo mandar porque já cansou de ser oprimido e o que ele sabe fazer como pessoa “esperta” é oprimir para que todos possam obedecer.


Como ser uma boa pessoa se todos querem ser mal?

Ser uma boa pessoa neste sistema perverso é ser vítima, lógico que nem toda vítima é uma boa pessoa, mas corre o sério risco de se tornar uma vítima do sistema. As pessoas que são vítimas hoje e não são boas numa oportunidade oprimirá alguém com inveja, por que ela quer ser o que o outro é, mas não consegue.

O mundo é um lugar oprimido por demais, infelicidade beira por todos os lados e mesmo quem não é vítima aos nossos olhos podem ser vítima de si mesmo, de um sistema ainda mais perverso que o corporativismo. E quem não tem um opressor no final da história coorporativa tem dentro de si o eu, a existência.

A não realização pessoal de quem não sabe o que é. Eu sei que sou mesmo cobrado e julgado pelo o que sou, ou por quem deveria ser. Oprimido por que ainda não sei ou se sei preciso fazer para provar que sou. Frustrações de quem não sou e nem realizei por saber que eu não sei se sou capaz. Quem me falou que sou capaz? Que certeza pode ter?

O opressor não esta satisfeito e quer mais, não valoriza e impõe que você só será quando produzir além do que você fez para ser. Para ganância isso não tem fim e nem reconhecimento. Que tipo de reconhecimento fazemos do outro? O outro não merece ser reconhecido a não ser por algumas “boas” palavras de consolo tais como: “você merece ou você é especial”.

Cristo nos ensina a amar a quem nos oprime (Mt 5.44), ainda pede pra fazer o bem e orar por eles. Não abandone o ensino de Cristo agora mesmo que pareça assustador. Eu sei que ser a vítima não é tarefa fácil, nem sei se devo chamar de tarefa, quanto mais algo que seja fácil. A vítima tudo sofre e tudo pode padecer.


Mas como vamos encarar nosso opressor e amá-lo?

Não fazendo parte ou sendo cúmplice da sua ação, não se tornando o mesmo. Assim encontraremos um inimigo forte a nossa altura, que é a nossa vontade, nosso desejo, meu querer, minha justiça e meu engano. Será que eu sei fazer justiça? Será que eu consigo justificar meus atos?

Eu não tenho que esta de acordo com meu opressor e nem ajudá-lo no que faz, mas não tenho que ser como ele em nada, tenho que saber de que lado da moeda estou.

Os evangélicos nestes dias estão sendo vitimados por um bando de mau testemunhos vindo de teologias do dinheiro, do eu posso, do relativismo, disso e daquilo. Mas como reagiremos?

Muitos discípulos de Cristo estão sendo injustiçados e vitimados em igrejas. Mas como reagir? A melhor forma que o sistema nos ensina é sermos também um opressor para sobrevivermos em um mundo oprimido.

Creio que quando Cristo respondeu aos seus opressores não foi buscando justiça própria, mas levá-los a entender e crer. Nem todos queriam ouvir a verdade porque não queriam deixar de serem opressores em nome da religião e do orgulho.

O mundo esta debaixo de um julgo pesado da economia, da exploração. O mundo é oprimido pelo desemprego, fome, guerra e muitas outras mazelas. São milhares de vítimas em muitos lugares e são milhares de opressores que abusam das vítimas para poderem lucrar nas mais variadas maneiras.

Os vitimados do sistema estão refém da sobrevivência, oprimidos pela grande mídia à não pensarem o que são. A grande mídia nos da um sonho de um dia ser também um bom opressor, e valorizamos os que “venceram”, os mínimos que chegaram ao topo da cadeia alimentar.

O sol esta se levantando sobre todas as pessoas, os maus e os bons, os justos e injustos (Mt 5.45). Cristo quebrou o ciclo da opressão sendo a vítima em nosso lugar e nos ensinando a não sermos opressores da mesma forma como foram com ele. Temos a Verdade de vida agora para o ser, para a vontade de agir não mais em justiça própria, mas justificados pela fé Nele.


Se não somos opressores, corremos o risco de sermos vítimas, os opressores estão em uma cadeia e as vítimas logo encontrarão liberdade.


“Se vocês amarem aqueles que os amam, que recompensa vocês receberão?” (Mt 5.46a)

domingo, novembro 15, 2009

Jesus nunca foi gospel


Esta no ar o sítio: Jesus nunca foi gospel.
Uma análise crítica sobre esse mercado em constante crescimento.
No livro Ouça o Espírito Ouça o Mundo John Stott nos fala das várias transformações de figuras que deram para Jesus ao longo da história. Nos dias atuais estão pintando Jesus como um ótimo empresário e um belo garoto propaganda. Por isso não deixe ler e acompanhar o sítio: Jesus nunca foi gospel.
Parabéns ao Markeetoo

quinta-feira, novembro 05, 2009

Com a ciência e a tecnologia, homem está querendo ser Deus


Por: Leonardo Boff


Ser humano jamais superará os limites de sua natureza

Rose Marie Muraro é uma mulher impossível. Com extrema limitação de vista e de saúde, escreveu 35 livros e editou cerca de outros 1.600. Foi pioneira do feminismo brasileiro. Seu estudo sobre a sexualidade da mulher brasileira se transformou num clássico, seja pela metodologia, seja pelas categorias de análise.

Formada em física, sempre se preocupou com a tecnologia e sua incidência no destino humano. Agora, no avanço dos anos, e após muitas pesquisas manejando mole imensas fontes, nos entrega um livro-síntese: "Os Avanços Tecnológicos e o Futuro da Humanidade: Querendo Ser Deus?", publicação da Editora Vozes, de Petrópolis, da qual foi diretora editorial.

O subtítulo "Querendo Ser Deus?" define a perspectiva de sua análise e, ao mesmo tempo, faz ecoar uma denúncia contra o tipo de ciência e de tecnologia dominantes na história, desde os alvores da humanidade, quando há mais de 2 milhões de anos surgiu o homo faber, aquele que primeiro utilizou o instrumento para se impor à natureza, passando por vários períodos com suas respectivas revoluções, até chegar aos tempos contemporâneos da engenharia genética, da robótica, da nanotecnologia e da biologia sintética, para culminar na fusão entre homem e máquina.

O que Rose nos mostra é o calvário da Terra e a lenta e progressiva crucificação da vida e da natureza através da tecnociência, posta a serviço da vontade de poder na sua concretização mais crua e cruel no capital/dinheiro.

Mas nem sempre foi assim. Primitivamente, o saber e a técnica estavam a serviço da solidariedade e da partilha, atendendo as demandas humanas e aliviando o peso da vida. Mas, do momento em que surgiu a moeda e ela se fez a mediação exclusiva para todas as trocas e se transformou em mercadoria com preço (juros), se produz uma perversa revolução. Passa-se da cooperação para a competição, do cuidado para a agressividade. O que vige então é o ganha/perde e não o ganha/ganha.

Os senhores do dinheiro assujeitam a si as pessoas, controlam a sociedade e decidem que saber e que técnica cabe desenvolver para reforçar seu poder. Não se produz para a vida, mas para o mercado. Não se inventa para a sociedade, mas para o lucro.

O atual projeto da tecnociência acelerou enormemente a história. Em cem anos, a humanidade caminhou mais do que nos dois milhões de anos anteriores. Essa velocidade estonteou a mente e está gerando uma verdadeira mutação humana, somente comparável àquela ocorrida na evolução biológica multimilenar. Cientistas projetam introduzir nanopartículas na corrente sanguínea do cérebro para gestar uma inteligência supra-humana. Emergiria assim um híbrido de ser humano e máquina, bifurcando a humanidade entre os melhorados e os não melhorados.
É contra esse intento que se insurge, pois ele configura suprema arrogância e atualização da antiga tentação bíblica do ser como Deus.

O ser humano, por mais que queira, jamais superará os limites de sua natureza. Só uma ciência com consciência servirá à vida e garantirá o futuro da Terra. A autora propugna por moedas complementares, por um consumo compassivo e reciclável, por uma revolução radical de dentro para fora e de baixo para cima, no jogo do ganha/ganha, como forma de sair com êxito do cipoal em que nos enredamos.

A frase final de seu brilhante livro é esperançadora: "Quando desistirmos de ser deuses, poderemos ser plenamente humanos, o que ainda não sabemos o que é, mas que intuímos desde sempre".

fonte: O Tempo